Compras pela internet podem superar as feitas em lojas físicas neste Natal

As vendas pela internet devem crescer neste ano, tornando o comércio virtual o principal meio de compras do Natal de 2017.

As vendas pela internet devem crescer neste ano, tornando o comércio virtual o principal meio de compras do Natal de 2017, segundo pesquisa divulgada no dia 8/11 pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil. O levantamento, feito nas 27 capitais brasileiras, indicou que 40% dos consumidores pretendem adquirir presentes pela rede. Desses, 54% disseram que pretendem comprar mais da metade das lembranças de fim de ano dessa forma. As informações são da Agência Brasil.

Em 2017, mesmo em meio a crise e a uma tendência de redução nas vendas no setor varejista, a previsão de crescimento para o comércio eletrônico é de 10% a 15%. Isto se explica pelo fato de o comércio eletrônico oferecer melhores preços, cupons de desconto, melhor experiência de compra, sistema de logística eficiente e inovação. Isso tudo aliado a redução de poder de compra dos brasileiros é um prato cheio para quem precisa comprar e economizar.

Para a economista-chefe do SPC, Marcela Kwauti, o crescimento do comércio eletrônico é uma tendência que deve, inclusive, pressionar as lojas físicas a disputar a preferência dos consumidores. "Isso em algum momento ia acontecer, por conta da crise ou mesmo que a gente não tivesse tido a crise. A internet vem ganhando espaço e isso não tem volta", enfatizou.

De acordo com o presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e CEO da Ebit, Pedro Guasti, “o ano foi bem difícil para a economia de forma geral e as lojas virtuais também foram impactadas pela crise, apesar de crescer em um cenário no qual a maioria apresenta queda”. Dado isto, Guasti, orienta as lojas físicas entrarem no mundo virtual como estratégia de contornar o cenário econômico atual, pois as pessoas têm saído menos de casa, viajado menos, comendo menos fora para economizar no seu dia-a-dia, o que acaba fomentando o consumo por meio digital.

É importante também as empresas se aproveitarem da crise para gerar novos negócios. Por exemplo, mesmo com a inflação controlada e as taxas de juros diminuindo, as pessoas estão preferindo fazer manutenção nos seus automóveis ao invés de trocar por um novo. Isto acabou inflando o mercado de venda de peças de automóveis pela internet.

Então, analise sua empresa e avalie se já não está na hora de investir no comércio eletrônico.

Por Gabriel Ferreira